MÊS DA FOTOGRAFIA

Mês da 
Fotografia


“O FASCÍNIO DA OPSIS - Quando a Fotografia encontra o  Teatro” 
Bruno Simão, José Júpiter, Margarida Dias, Pedro Medeiros, Rui Carlos Mateus e Susana Paiva. 
Exposição Colectiva

“TEMPO DE DES-AMORES” 
José D Almeida

“TALES OF HOPE” 
Francisca Ribeiro

“LOOKING FOR A DREAM TALE” 
Andreia Neves Nunes, Sofia Calção e Carla Pacheco

“ESTA É A MINHA FAMÍLIA” 
Miguel Godinho

“PERIFERIA 
Emanuel Brás, Jorge Miguel e João Henriques
Exposição colectiva

+ Conferências - Debates - Apresentações

FEIRA DO LIVRO 
DE FOTOGRAFIA
30 de Novembro e 1 e 2 de Dezembro

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“O fascínio da OPSIS 
Quando a Fotografia encontra o Teatro” 
Exposição Colectiva de Fotografia

Os antigos gregos referiam-se ao espectáculo e à dimensão do visível que o teatro contempla através da palavra opsis. Embora haja mais teatro para além dela, a opsis é sem dúvida a vertente que melhor o representa como uma força viva, como uma experiência de contacto, mas que, ao mesmo tempo, significa a sua condição efémera. A fotografia partilha com a opsis a ideia de uma ausência, ambas criam uma realidade que é uma representação de coisas ou ideias que só desse modo ganham existência. Perante o teatro, o fotógrafo assume o desafio de limitar a efemeridade das artes de palco e convoca para tal os artifícios próprios de quem trabalha com um dispositivo técnico, mas também com a intenção de um olhar que o autoriza a escolher de onde vê, o que inclui e o que exclui da sua imagem. O conjunto de trabalhos que agora se apresentam pretende revelar parte dos segredos que animam o diálogo entre fotógrafos e teatro, quando aqueles tomam este como matéria da sua arte e sucumbem ao fascínio da opsis.

Autores presentes:
Bruno Simão, José Júpiter, Margarida Dias, Pedro Medeiros, Rui Carlos Mateus e Susana Paiva.

Organização:
Fábrica do Braço de Prata e Centro de Estudos de Teatro (Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa).






Atividades paralelas 
16 de Novembro | 21H: 
Apresentação do livro “Iconografia Teatral - Acervos fotográficos de  Walter Pinto e Eugénio Salvador”, da autoria de Filomena Chiaradia, seguido de uma mesa redonda com os fotógrafos autores das imagens da exposição de fotografia.



23 de Novembro | 21H: 
Apresentação dos resultados do projecto OPSIS – base iconográfica de teatro em Portugal online e lançamento de dois volumes de actas de 
colóquios onde se analisa a relação da imagem com o teatro e a sua história.
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José D Almeida
“TEMPO DE DES-AMORES” 
- Fotografia

A pausa estabelecida por um ciclo que se fecha, proporciona ao observador a leitura do “Corpo” invisível do artista.
A materialização desse corpo estabelece-se a partir de fragmentos de histórias imaginárias, recriadas através de cenários construídos. Esses cenários serão apropriados por personagens e objectos do espectro da imaginação. Deste modo, a narrativa cénica incorpora-se no espaço e tempo real.
Um click capta o momento na frente da objectiva, e nesse mesmo click a “Criatura” por detrás da objectiva também se deixa capturar.
Nessa dança encerra-se uma história. José torna-se o narrador das suas histórias feitas de imagens, não se ficando apenas pela realidade aparente da fotografia, mas acrescentando-lhe uma outra dimensão que é a “sua”.
Numa fase posterior do processo criativo não menos importante, José por vezes sente a necessidades de des-construir a fotografia.
Uma outra imagem surge na sua mente, o real e o fictício aproximam-se de forma mágica.
O surrealismo torna-se um denominador comum nas suas fotografias; José agarra aquilo que o realismo lhe transmite e extravasa-o oníricamente, enriquecendo esse realismo com o imaginário.
A fotografia artística | criativa é para José o seu “corpo” invisível que ele anseia que seja cada vez mais uma realidade observada... sentida...
José provoca a fotografia, da mesma forma que gostaria que esta provocasse ou beliscasse a consciência e sensibilidade de cada um...
Não fazemos uma foto apenas com uma câmera; ao acto de fotografar trazemos todos os livros que lemos, os filmes que vimos, a música que ouvimos, as pessoas que amamos.
Ansel Adams
Por Maria Salvador, arquitecta



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Francisca Ribeiro
“TALES OF HOPE” 
- Fotografia

“Talvez o céu seja um mar de água doce e talvez a gente não ande debaixo do céu mas em cima dele; talvez a gente veja as coisas ao contrário e a terra seja como o céu e quando a gente morre, quando a gente morre, talvez caia e se afunde no céu.” 
José Luis Peixoto

A série fotográfica Tales of Hope narra 18 histórias que se desenrolam em paisagens que misturam realidade e ficção, como que avistadas pelas vidraças de uma janela. Numa mistura imperfeita e imprecisa entre a memória feliz e o vazio da sua ausência, desemaranha-se a ilusão da dualidade num baile entre o céu e a terra, entre a luz e escuridão. Contos que procuram esses momentos em que as fronteiras se diluem, em que a autenticidade fala a língua do coração e toca os contornos do ser coletivo. A criação de um espaço no tempo onde tudo é possível, apelando a um viver à altura dos sonhos sonhados.

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“LOOKING FOR A DREAM TALE” 

Fotografia: Andreia Neves Nunes
Toy Fashion: Sofia Calção 
Curadoria: Carla Pacheco
- Fotografia / Toy Fashion 

O projecto que aqui se dá a conhecer vai resultar numa exposição de fotografia, da fotógrafa Andreia Neves Nunes, que irá ser conjugada com objectos de toy fashion de Sofia Calção, com curadoria de Carla Pacheco, e que irá ser exibida na Fábrica do Braço de Prata em Lisboa, entre 7 de Novembro e 23 de Dezembro do corrente ano.
Esta abordagem fotográfica insere-se na recente temática artística Toy Photography, que se filia no movimento emergente americano designado por Pop-Surrealism. A Toy Photography é uma abordagem fotográfica contemporânea, que tem como objecto principal o brinquedo, sobretudo o/a boneco/a como materialização, à escala, da representação humana.
A iluminação do espaço foi criada exclusivamente para o efeito, e pretende conferir-lhe um ambiente acolhedor. A música, também exclusiva, da autoria de Filipe Felizardo, pretende antes ser envolvente, promover uma abstracção do espaço concreto que nos remete para o mundo paralelo das imagens, sendo o som a linha condutora para essa reduzida dimensão.
Este projecto lança questões relativas à identidade, ao “faz de conta”, à ilusão, à personificação de objectos inanimados, sendo possível atribuir-lhe os mais diversos conteúdos.
Carla Pacheco


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Miguel Godinho 
“Esta é a minha família”

O meu trabalho é normalmente apresentado em fotografia, vídeo e livro.
Comecei por realizar os trabalhos em torno da família em 2005.
Continuo a desenvolver a mesma ideia de trabalho mas actualmente utilizo fotografias danificadas (arquivo), que são uma recolha de fotografias da minha família, desde a infância da minha mãe, casamentos, baptizados, viagens em Portugal e ilhas – Açores e Madeira.
Também utilizo fotografias tiradas por mim, que não fazem parte do arquivo anteriormente referido.
Relativamente às fotografias danificadas, decidi aproveitar as imagens fixadas nas costas do papel fotográfico. Este resultado deve-se ao facto de duas folhas de papel coladas uma na outra, criarem uma imagem que não é causada pelo Homem, mas sim pela passagem do tempo e grande parte, devido à falta de cuidados a ter com a qualidade das fotografias.
Porém, decidi utilizar as costas das fotografias porque a deterioração das mesmas são uma metáfora da situação em que vivíamos.

Em 1990, ganhámos a sorte grande, o primeiro prémio da Lotaria clássica no dia dos Reis. Tinha o meu irmão um ano de idade.
Os meus Pais decidiram viajar pelo nosso País. Açores e Madeira foram as ilhas escolhidas para usufruir do sossego.
Como o dinheiro foi feito para gastar e não para investir, com o tempo ficámos a “zeros”. Mudámos da Amora para a Amadora.
Em casa, chovia humidade, humidade essa que danificou todas as fotografias que tínhamos e ficaram: com fungos, manchas que as tornavam difíceis de aproveitar e até mesmo de as ver.

Miguel Godinho
2011





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“PERIFERIA 
Emanuel Brás, Jorge Miguel e João Henriques
Exposição colectiva
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Emanuel Brás
“Envoltório, 2003-04”

A série envoltório é sobre a expansão da cidade de Coimbra, e do modo como esta se implementa no antigo espaço rural, envolvente.
 Trata-se de uma série de 4 fotografias, exposta apenas uma vez, na Livraria XM, Coimbra, em Julho de 2004.


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Jorge Miguel
“Hortas Urbanas”

“Hortas Urbanas é um projeto que abrange diferentes áreas, como a urbanização, meio ambiente e diversidade cultural. Este projecto debruças-se na «luta» dos 
espaços rurais em redor de Lisboa. 







A maioria das pessoas que aqui habitam recusam-se a viver no conceito cosmopolita das grandes cidades. Preferindo estar rodeados pela estrada, em detrimento de se afastarem destes «abrigos».
É como uma realidade paralela dentro da cidade, que tem um ritmo e tempo diferente. Quase como uma bolha de natureza.
Este projecto procura levantar questões sobre o nosso lugar na cidade e a nossa identidade nos dias de hoje.”




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João Henriques
“180 graus ”

Imagens construídas a partir da noção de oposição, que resulta amiúde em confronto 
e afastamento ou polarização, mas cujo propósito evolucionário parece ser o da transcendência, através do diálogo entre pólos opostos. Relato sobre a 
especificidade da relação com o lugar onde habito - Torres Vedras – um sentimento subjectivo expresso através de uma topografia antagónica que invoca rejeição ou resistência, mas que aspira à integração pelo desenvolvimento de um olhar de 
desapego e equanimidade, em que o belo ou o feio não existem senão como 
escolhas, estimuladas por conceitos, ideias, sentimentos.







































Questionando noções modernistas da recepção da paisagem e da mesma como metáfora visual para as emoções do autor, pretende-se contudo ir além do 
virtuosismo, do formalismo estético e da auto-reflexão, sem contudo perder de vista esses conceitos. Valoriza-se também o carácter referencial objectivo das 
imagens para invocar a reflexão acerca do modo como colectivamente se constrói e transforma a paisagem, o território, o planeta.












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FEIRA DO LIVRO 
DE FOTOGRAFIA

30 de Novembro e 1 e 2 de Dezembro
Horário: Sexta-feira de 17h à 22h


              Sábado e Domingo, 15h até 21h
Entrada Livre





O livro de fotografia é um objecto importante associado ao meio fotográfico desde o seu inicio, tanto como meio de divulgação como de impressão da mesma.


Dado o crescente interesse do público pelos foto-livros e o reconhecimento do seu valor no mercado internacional (em paralelo com o mercado da fotografia), pensámos ser importante reunir em Lisboa de forma regular um conjunto de fotógrafos, editores, livreiros, alfarrabistas e galeristas com edições que permitam dar a conhecer não só novidades mas também os clássicos que existem nesta área. Queremos desta forma divulgar e abrir o mercado das edições fotográficas, criando também uma plataforma para um diálogo sobre este meio específico dentro da fotografia, cruzando-o com áreas como o design, as artes plásticas, o jornalismo, o cinema ou a edição em geral.


Este ano, em continuidade com o ano passado, vamos dar um destaque especial aos projectos de edição, com várias bancadas dedicadas aos projectos de edição de autor onde serão apresentadas maquetas de livros e edições únicas.





OUTUBRO 2012

Outubro 2012
Inauguração 03/10 - 19H00 
Exposição 03/10 - 28/10/12



“Das ideias e do sentir à Arquitectura”
Departamento de Arquitectura da Universidade Lusófona
- Exposição Colectiva de Projectos de Arquitectura


FRANCISCO LEGATHEAUX
“Objectos Extraídos” - Exposição de Pintura e Escultura



Continuam


ANNA STANKIEWICZ
“Ternura das Coisas” - Exposição de Pintura
RITA MELO
“Pinturas (Ultra) Passadas” - Exposição de Pintura 
SOUL CAPTAINS (APRESENTAM)
“THE WAR OF ART  - Site Specific de “Mixed media art”
FERNANDO ARANDO
Caminhante da Terra. Percursos entre o Espaço Geográfico e a Paisagem” 
- Exposição de Pintura, Gravura e Fotografia

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“Das ideias e do sentir à Arquitectura”
Departamento de Arquitectura 
da Universidade Lusófona

- Exposição Colectiva de Projectos de Arquitectura

Ricardo Margarido, João Banha | Bruno Madeira, João Telles Carvalho, Rui Matos, Sofia Laia, André Baptista, Luis Gonçalves | João Carneiro, Miguel Martinho | Rui Neto, Regina Gericota | Pedro Freitas, Diogo Bento, Valter Fontão e Joas Lima


«Das ideias e do sentir à Arquitectura» é o titulo dado á exposição de trabalhos desenvolvidos no âmbito das disciplinas de projecto, do curso de Mestrado Integrado em Arquitectura da Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias, durante o ano lectivo de 2011/12.
Os trabalhos apresentados, na forma de painéis e maquetas, reflectem a prática e a experimentação projectual desenvolvida pelos alunos de cada um dos cinco anos do curso, traduzindo métodos pedagógicos consolidados e programas de trabalho específicos, adequados a uma eficaz progressão dos diferentes níveis de aprendizagem.
A mostra sintetiza os resultados mais expressivos, face aos enunciados e objectivos de cada ano/semestre. Enunciados cuja complexida de parte do despertar para os elementos da arquitectura, debruça-se sobre o espaço e a forma, aborda a contextualização e a dimensão do habitar, passando pela dimensão do edifício publico e da cidade, onde a zona do Braço de Prata (Lisboa) e do edifício da Fábrica foram objecto de particular reflexão e termina em situações mais concretas ligadas ao fazer profissional com projectos resultantes de protocolos com entidades públicas e privadas.




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FRANCISCO LEGATHEAUX
“Objectos Extraídos”
- Exposição de Pintura e Escultura

OBJECTOS ARTISTICOS

O diálogo entre os objectos artisticos e o público é semelhante ao diálogo entre as pessoas, um jogo psicológico onde tudo pode ser possível, inclusivamente a verdade. No entanto, raramente sabemos se a mesma foi alcançada. 

A construção de um diálogo artistico tem por objectivo estabelecer pontes destinadas a afastar o espectador do óbvio, mas pavimentando-lhe o caminho para que ele descortine o que de “eterno” existe no transitório. A arte, como mediação entre o que está longe do pensamento mas perto do olhar, funciona em simultâneo como um conjunto de objectos “ausentes”, já que na maioria dos casos todos eles estão no lugar daquilo a que se referem, e por isso aquilo que é “dito” está longe, e só pela ampliação do pensamento e entendimento poderá ser alcançado. Essa ampliação significa um distanciamento psíquico do objecto em direcção ao “longínquo” referente.[...]



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ANNA STANKIEWICZ
“Ternura das Coisas” 
- Exposição/Instalação de Pintura

Pintar é penetrar a idea de viajar entre as culturas,é seguir as imaginações e os sonhos.
Esta viajem é a minha historia pessoal,é contada em uma maneira onírica,cheia dos arquétipos e simbolos de realidade pós-moderna en que vivimos.
Enraizada na conciência colectiva.
Pintar é comunicar para sobrevivir,para salvar o que é humano.
Pintura é o refúgio....




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RITA MELO
“Pinturas (Ultra) passadas” 
- Exposição de Pintura 

A exposição individual que Rita Melo apresenta na Fábrica Braço de Prata, intitulada Pinturas (Ultra) Passadas , mostra-nos uma nova realidade na pintura contemporânea portuguesa, com as influências inevitáveis da crescente globalização.
As suas pinturas, transportam-nos para uma constante sinestesia entre um passado contraposto a um olhar imagético no futuro, em que o presente parece só funcionar com a articulação destes dois estados (in)temporais.
O seu trabalho remete-nos para um conjunto de imagens, que na sua interpretação, jogam com uma linguagem contraditória no seu sentido simbólico e semântico, mas que por outro lado, espelha uma visão caótica da realidade actual.
É também, numa simbiose com a expressividade pictural e o rigor icónico da imagem estereotipada, que Rita Melo comunica o nosso lugar no presente, como um processo de construção/evolução, em que o passado é sempre um ponto de partida para uma nova vida, uma reciclagem, um neo – (...).

Não se mistura - reinventa-se.
Teresa Melo





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SOUL CAPTAINS 
(APRESENTAM)
“THE WAR OF ART”
- Exposição/Instalação de Mixed media art
5 ARTISTAS  5 BRIEFINGS

DIRTYCOP
BLINDSNIPER
DOGSKAPUT
FULLVOID
STRIKE

PINTURA   BRINQUEDOS   ESCULTURA   INSTALAÇÃO




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FERNANDO ARANDA
Caminhante da Terra
Percursos entre o Espaço Geográfico e a Paisagem”
Exposição de Pintura, Gravura e Fotografia

Com o apoio da Embaixada do México em Portugal


O artista plástico Fernando Aranda oferece-nos através de uma viagem a quatro lugares distintos em diferentes latitudes do planeta, a Cordilheira Central dos Andes, vista desde a montanha 
Machu Picchu no Peru, o Vale de Mafra em Portugal, a Cordilheira dos Himalaias desde as 
encostas da montanha Anapurna no Nepal, e as margens do rio Daksina em Ananda Nagar, India, as derivações sobre estas mesmas paisagens em quatro variações plásticas e visuais.


A obra de Fernando Aranda revela uma ampla gama de possibilidades de experiência e reflexão na prática contemporânea da paisagem. Ensina-nos a ir mais além do espaço geográfico com um exercício ao que lhe chama “a prática da paisagem”: 

A paisagem requer mais que o simples olhar do espectador. Necessita de uma atitude em que contemplação significa sabedoria, e caminha a par com uma perceção sensual com a física da topografia. A paisagem não existe sem o olhar sensível do caminhante, a cada passo, mas 
sobretudo a cada paragem.

O primeiro percurso é a caminhada. Caminhando é como começa a viagem. Sem pressa de chegar a parte alguma, de chegar ao topo da montanha ou de conquistar novas terras. A viagem cria-se a si mesma pelo andar, mais pelo percurso que pelo objetivo. Tem o seu próprio tempo, que não é o mesmo que o mundo tem. O passo do caminhante - viajante dá-se de acordo com a sua intenção de olhar o enigma do lugar, e daí a sua compreensão estética sobre o espaço geográfico.

Cordilheira Central dos Andes vista desde a montanha Machu Picchu, Peru.


Para poder transpor à plástica a participação da paisagem na vida interior é material fundamental para se derivar à sua representação, no sentido literal de voltar a apresenta-lo, por meio de um modelo preceptivo-experimental de um processo desconstrutivo e reconstrutivo, não de uma maneira estritamente analítica e explicativa, através da pintura, do desenho, da gravura e da 
fotografia. 

Esta outra “viagem” também tem um percurso que não procura a conquista do espaço em branco de uma maneira automática, mas antes atende a cada passo e paragem do processo, ou seja da caminhada. Começa com o registo fotográfico dos lugares caminhados, vai até à pintura, segue até ao desenho e à gravura, depois combina as relações fotografia/desenho, e deter-se-á na intervenção e derivação pictórico-gráfica no espaço expositivo. Ou seja, é um itinerário em que uma pintura caminha até à outra, esta vai à gráfica, por sua vez gira até à fotografia e tudo isso deriva a uma intervenção no espaço físico recetor destes trabalhos. 

INFORMAÇÃO INSTITUCIONAL
Embaixada do México

A Embaixada do México em Portugal tem como principal objectivo facilitar os canais de comunicação entre o México e Portugal, favorecendo o intercâmbio económico, político e cultural entre ambos os países. 
Através da nossa página http://sre.gob.mx/Portugal/, poderá saber mais sobre a cultura, a 
sociedade, o sistema político, a riqueza turística e a economia do México.

Na secção de eventos culturais, poderá consultar os eventos que organizamos e divulgamos, tais como conferencias, exposições, convocatórias para bolsas de estudo, incluindo residências artísticas, ciclos de cinema, concertos, mostras gastronómicas, entre outros.